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O Dia D da segunda etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo 2019 foi neste sábado (30/11), com 365 jovens de 20 a 29 anos imunizados em dez unidades de saúde de Curitiba.

Outras 201 doses da vacina foram aplicadas em pessoas de outras faixas etárias. Incluídas as imunizações contra outras doenças, foram 1.790 vacinas ao longo do dia.

O público-alvo foi definido pelo Ministério da Saúde porque o maior número de indivíduos com sarampo no surto registrado atualmente no país está entre os jovens de 20 a 29 anos.

A vacinação foi direcionada àqueles que fazem parte do público alvo e que não tinham sido vacinados anteriormente ou que não estavam com a situação vacinal em dia, como o analista de sistemas Jair Gonçalves Júnior, 27 anos.

"Eu tinha medo de tomar vacina quando era criança", disse Gonçalves. Além da vacina contra o sarampo, ele também foi imunizado contra hepatite B, tétano e febre amarela. "Vim tomar só uma e acabei tomando quatro", brincou.

Como ele, a personal trainer Aina Lopes, 28 anos, foi cedo à unidade de saúde Ouvidor Pardinho. "Eu tinha tentado duas vezes, mas havia muita gente para vacinar. Vim hoje porque seria mais tranquilo", contou. Ela procurou a vacina depois de uma aluna da academia comunicar que estava com sarampo.

"Foi uma boa oportunidade para os jovens reverem a vacina do sarampo", comentou o diretor do Centro de Epidemiologia da Secretaria Municipal da Saúde, Alcides Oliveira. "Esperamos que eles procurem as nossas unidades de saúde para a atualização vacinal", completou.

Balanço
Até esta quinta-feira (28/11), Curitiba registrou 306 casos confirmados de sarampo no município neste ano – 28 deles são novos. A faixa etária em que há maior número de registros confirmados é entre 20 e 29 anos, o que corresponde a 54,5% do total. A idade mediana é de 22 anos.

Do total de casos confirmados, 32 são importados (na maior parte, a provável fonte de infecção foi São Paulo) e em 274 a transmissão foi secundária (quando uma pessoa transmite o vírus para outra que não viajou) ou são casos em que não foi possível determinar a pessoa responsável pela transmissão ou o local onde ocorreu o contágio. Em apenas 17 casos foi necessária a internação hospitalar – todos já tiveram alta.

Além dos casos confirmados, a Secretaria Municipal de Saúde investiga, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), outros casos suspeitos da doença no município – grande parte só pode ser confirmada após a realização de exame de sangue, coletado sete dias após o surgimento das manchas vermelhas na pele.